Neuroma de Morton

O neuroma dos nervos digitais plantares foi inicialmente descrito por Durlacher em 1845 e difundido por Thomas G. Morton em 1876, levando seu nome. É causa comum de metatarsalgia, desencadeada mais frequentemente pela compressão mecânica dos ramos digitais dos nervos plantares.

O Neuroma de Morton pode ter os sinónimos de neuroma plantar, metatarsalgia de Morton, neuroma interdigital, entre outros, e é uma das muitas condições que pode provocar dor no pé. Esta patologia é mais frequente em pessoas obesas, mulheres de meia idade, pessoas que caminhem longas distâncias, soldados e atletas que corram longas distâncias, perda do arco transversal do pé, e está descrita como tendo a sua origem no crescimento de tecido cicatricial e aderente no 3º e 4º espaço intermetatársico fazendo com que haja compressão do nervo digital plantar (Nazarako, 2011), (Tomasi, 2009), (Xu, et al., 2015). Esta não é a única etiologia descrita e ainda não existe um forte consenso nesta matéria. De acordo com Stecco, C., et al. (2015) a alteração do apoio plantar pode causar maior tensão nos músculos interósseos que, devido à sua inserção na fáscia dorsal podem criar rigidez na fáscia. Esta rigidez crónica pode diminuir o espaço entre os metatarsos e causar tensão no mesmo criando assim compressão do nervo em que, o neuroma, é considerado a manifestação final.

Outros autores defendem que factores como a idade favoreçam o seu aparecimento, assim como lesão traumática local, bursite intermetatarsiana (Mahadevan , et al., 2016). No entanto existe uma convergência de pensamento que leva a que a alteração do apoio plantar gera maior pressão em algumas áreas que leva a que patologia tenha início.

O diagnóstico desta patologia pode ser realizado através de ressonância magnética ou ultrassom, tendo este último diversas vantagens: o resultado é conhecido no momento, tem custos mais reduzidos e a sua fiabilidade é mais elevada (Xu, et al., 2015). De acordo com o autor o “sinal de Tinel-Hoffman” mostra evidências positivas para o diagnóstico, assim como o uso do “teste de Mulder”.

 

Os sintomas associados ao neuroma são (Nazarako, 2011):

  • Parestesias no 3º e 4º dedo
  • Dor aguda súbita
  • Dor no pé que piora ao longo do dia
  • A dor piora com saltos altos ou calçado apertado
  • A dor não melhora no repouso imediato (pode durar por minutos ou horas)
  • Sensação de ter um objecto dentro do calçado
  • O paciente sente um “click” quando faz extensão dos dedos
  • Sinal de Mulder: positivo quando o paciente sente dor durante a compressão dos metatarsos com uma mão e com a outra pressionar nos espaços entre os metatarsos.

 

Esta patologia habitualmente é de intervenção cirúrgica e tem sido inovada ao longo dos tempos as intervenções actualmente possíveis são a neurectomia (secção do nervo lateral plantar) com a vantagem de tratar outras patologias do se necessário (halux valgus, etc.) por ser uma cirurgia aberta. Outra cirurgia possível é a percutânea onde se realiza a osteotomia dos metatarsos (2º, 3º e 4º) e a libertação do ligamento transverso dos metatarsos simultaneamente. Ambas as cirurgias têm resultados positivos embora o método deva ser estrategicamente decidido mediante as necessidades do paciente (Bauer, et al., 2015).

 

 

Na Clínica FisioQI, os nossos profissionais têm muita experiência com esta patologia, por isso se tiver alguma dúvida ou se reconhecer estes sintomas, contacte a nossa equipa e saiba como podemos ajudar!

 

 

 

Bauer, T. et al., 2015. Metatarsalgia and Morton’s Disease: Comparison of Outcomes Between Open Procedure and Neurectomy Versus Percutaneous Metatarsal Osteotomies and Ligament Release With a Minimum of 2 Years of Follow-Up. The Journal Of Foot And Ankle Surgery, 54(3), pp. 373-377.

Hähni , M., Baur, H. & Hirschmüller, A., 2016. The effect of foot orthoses with forefoot cushioning or metatarsal pad on forefoot peak plantar pressure in running. Journal of Foot & Ankle Research, 9(44), pp. 1-8.

Mahadevan , D. et al., 2016. What factor predict the need for further intervention following corticosteroid injection’s of Morton’s neuroma. Foot and ankle surgery, Volume 22, pp. 9-11.

Nazarako, L., 2011. Morton’s neuroma: causes, symptoms and treatment. British Journal of Healthcare Assistants, 55(8), pp. 388-391.

Stecco , C. et al., 2015. The role of fasciae in Civinini–Morton’s syndrome. Journal of Anatomy, Volume 227, pp. 654-664.

Tomasi, L., 2009. Morton’s Neuroma: In the trainning room. Hughston Health Alert Winter, 21(1), p. 3.

Xu, Z. et al., 2015. The accuracy of ultrasonography and magnetic ressonance imaging for diagnosis of Morton’s neuroma: a sistematic review. Clinical Radiology, Volume 70, pp. 351-358.

 

 

 

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Cognição e Equilíbrio em Idosos

A população idosa tem vindo a aumentar em todo o mundo, sendo que em Portugal começamos a notar um aumento da população idosa face à população mais jovem.

Num relatório publicado pelo INE, este refere que a população jovem (pessoas com idade inferior a 15 anos), baixou em 16.330 no ano passado face a 2017, situando-se em 1.407.566. Já a população com idade igual ou superior a 65 anos aumentou em mais de 30 mil, para 2.244.225 pessoas.

“As alterações na dimensão e na composição por sexo e idade da população residente em Portugal, em particular devido à baixa natalidade e ao aumento da longevidade nas últimas décadas, indiciam, além do decréscimo populacional nos últimos anos, a continuação do envelhecimento demográfico”, refere o INE.

O processo de envelhecimento traz consigo vários factores como a perda da capacidade visual, alterações no equilíbrio e no sistema vestibular. O equilíbrio é o efeito da simetria dos sistemas: musculoesquelético, vestibular, visual e somatossensorial, que se altera com o passar dos anos. Na relação ao nível cognitivo, ocorrem modificações na fala e linguagem, na habilidade motora e também na memória. As mudanças musculoesqueléticas irão acontecer desde a fase adulta, onde terá uma diminuição das fibras tipo II (dão a forma e volume ao corpo). A partir dos 35 anos há modificações naturais na cartilagem articular,que com a chegada do envelhecimento provocam alterações variadas, que levam a atenuação do equilíbrio,flexibilidade e funcionalidade do idoso, sendo que essas modificações são naturais da idade (ESQUENAZI, 2014).

O processo de envelhecimento pode ser classificado em três subdivisões: primário, secundário e terciário.

  • O envelhecimento primário, também conhecido como envelhecimento normal ou senescência é uma qualidade genética comum e chega ao organismo com aspecto gradativo.
  • O secundário caracteriza-se por alterações que acontece no processo normal do envelhecimento e pode ser caracterizado por alterações cardiovasculares e cerebrais.
  • Quanto ao envelhecimento terciário, este refere-se a perdas cognitivas e físicas.

 

O envelhecimento pode variar de cidadão para cidadão ocorrendo de forma mais acelerada para uns e de forma progressiva para outros. Estas alterações sucedem devido a condições socioeconómicas, doenças crónicas e estilo de vida (FECHINE, 2012).

O equilíbrio é um efeito da simetria dos sistemas: musculoesquelético, vestibular, visual e somatossensorial. Esses sistemas influenciam muito no processo de envelhecimento, no qual pode haver ausência de funções que prejudicam o funcionamento e aplicação da resposta motora, que controla o equilíbrio e a postura, e, que pode levar as perdas funcionais resultando em quedas (ALMEIDA et al, 2012).

A queda pode ser classificada como eventos de desequilíbrio que favorece o idoso ao chão. Pode estar relacionada com qualquer imprevisto com objectos próximos. A queda está relacionada com muitos factores, alterações fisiológicas e cognitivas do envelhecimento e factores intrínsecos e extrínsecos. Além das alterações próprias do envelhecimento factores intrínsecos e extrínsecos também irão predispor os idosos a quedas. Factores intrínsecos, são alterações do próprio corpo do idoso, podem ser mudanças cognitivas, no equilíbrio e doenças. Factores extrínsecos são aqueles que envolvem o ambiente como iluminação, tapetes, desníveis, etc. (ALMEIDA et al, 2012). Sabendo-se que há modificações nas estruturas fisiológicas do idoso irá ocorrer um comprometimento da marcha. As alterações da marcha estão associadas a alterações fisiológicas e/ou emocionais. Tais modificações podem ser analisadas pelas alterações no sistema motor que influencia também o estado emocional do idoso e que irá dificultar actividades simples da vida diária. Idosos acima de 65 anos, com alterações na marcha vão apresentar maior predisposição a sofrer quedas, o que pode levar a hospitalização e alterações físicas (traumatismos). Desta maneira, a marcha não deve ser assimilada sem fazer referência à prática psicomotora que compreende a imagem corporal (SANTOS, et al, 2014). Já com relação ao nível cognitivo, ocorrem modificações na fala e linguagem, habilidade motora e também afecta a memória do idoso no qual esquece nomes, objectos e números, o que dificulta seu quotidiano e suas actividades diárias. Assim a mudança natural do nível cognitivo irá influenciar na qualidade de vida e no prolongamento da velhice (BRITO, 2012).

No que diz respeito ao comprometimento funcional do idoso irá influenciar na família, na comunidade e na própria vida do idoso, de tal forma que a incapacidade leva a uma maior fraqueza e dependência na velhice, influenciando no bem estar e na qualidade de vida. A funcionalidade normal pode ser classificada quando o idoso tem a capacidade e possibilidade de realizar funções diárias normais e ser independente. A independência funcional ocorre quando o idoso não tem mais a prática de realizar algo comum. Então desta forma vem afectando na autonomia e independência. (MURAKAMI, 2010).

 

Assim, sendo e como conclusão, há várias formas de diminuir esta degradação motora, assim como cognitiva, e inclusivamente regredir em alguns casos, através da adopção de um estilo de vida saudável, que parte, acima de de tudo, por ter uma alimentação adequada e praticar exercício físico de forma regular. Estes são os dois pilares básicos para o melhoramento da condição musculoesquelética, assim como cognitiva.

Em casos particulares, seja devido a alguma patologia ou quebra da capacidade motora, a fisioterapia encarrega-se de devolver essa capacidade, através de tratamentos específicos e/ou prescrição de exercícios terapêuticos que, executados de forma regular, acabam por devolver a mobilidade que se foi perdendo ao longo dos anos. A reabilitação e melhoria da qualidade de vida implicam exercícios de coordenação motora, exercícios específicos para o sistema vestibular (exercícios de reacção postural, funcionais de acordo com as actividades diárias do paciente, pistas auditivas e visuais). A Fisioterapia e a Medicina Chinesa (na qual também se obtém excelentes resultados nesta área), podem ser consideradas as ferramentas mais poderosas, capazes de devolver mais autonomia e independência aos idosos.

 

Referência Bibliográficas

 

Esquenazi, 2014,Aspectos fisiopatológicos do envelhecimento humano e quedas em idosos

Fechine, 2012, O processo de envelhecimento: as principais alterações que acontecem com o idoso com os passar dos anos

Santos, et al, 2014, Análise de factores extrínsecos e intrínsecos que predispõem a quedas em idosos

Guerra, et al, 2017, Prevalência de quedas em idosos na comunidade

 

 

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Laranja – A Cor da Saúde

O betacaroteno, tal como o licopeno, é um carotenoide, ou seja, um pigmento orgânico que dá a cor aos vegetais – neste caso, cor de laranja – e que pertence à grande família dos fitonutrientes. Os vegetais em que está mais abundantemente disponível são os de cor laranja e amarela, como a cenoura, a abóbora e a batata-doce, mas também em frutos como a manga, o melão, a papaia ou o alperce, entre outros. O betacaroteno também se encontra, ainda que em menor quantidade, em legumes como o espinafre, agrião, a couve e os brócolos.

O betacaroteno é um antioxidante que inibe os radicais livres. Protege a pele e auxilia no bronzeamento, porque depois de ser transformado em vitamina A, pelo nosso organismo, ajuda na formação de melanina, o pigmento que dá a cor morena à pele e que é o responsável por nos proteger dos raios UV e das queimaduras solares. Também beneficia a visão nocturna, fortalece as unhas, aumenta o brilho do cabelo e aumenta a imunidade. Tanto o licopeno como o betacaroteno são seguros, mas betacaroteno em excesso pode dar uma coloração ligeiramente amarelada à pele, conhecida como carotenemia, que termina quando se reduz o consumo de alimentos ricos neste carotenoide.

 

CENOURA

A cenoura é considerada um vegetal com imensos benefícios para a saúde. Melhora a visão, estimula o sistema imunológico, mantém o bom estado da pele e e pela sua fibra diminui o colesterol.  A melhor maneira de a comer é crua, em saladas ou cozida e temperada com azeite, pois a vitamina A é solúvel em gordura.

 

ABÓBORA

Baixa em calorias, rica em vitaminas A, B, C, E e K e minerais como ferro, cálcio, zinco, etc. Ajuda a diminuir os níveis de colesterol, principalmente com o consumo das suas sementes, ricas em fitoesteroides. Ajuda na prevenção do cancro e é muito benéfica para o coração, devido à sua riqueza em magnésio, folatos e carotenoides.

 

 

As frutas cor de laranja, tal como os legumes do mesmo tom, são ricas em carotenoides, particularmente betacaroteno. Por essa razão, potenciam a eficácia do sistema imunitário e inibem o envelhecimento. Aliás, diversos estudos já demonstraram que o consumo de alimentos ricos em betacaroteno chegam a reduzir em 40{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} o risco de desenvolver cancro.

 

 

ALPERCE

Os alperces são um fruto hipocalórico, suavemente laxante, com grandes benefícios para o sistema digestivo. Repletos de vitaminas do complexo B, C e, claro, betacaroteno, além de potássio, zinco e ferro.

 

MANGA

Versátil, fonte de vitaminas, minerais e fibras. Promove a saciedade com poucas calorias. Previne a cegueira, controla o colesterol, estimula o sistema imunológico e ajuda a regular os intestinos.

 

PAPAIA 

A papaia contém papaína, uma enzima digestiva que ajuda a regular desordens do aparelho digestivo. Também rica em fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais.

 

 

Os carotenoides são os pigmentos naturais responsáveis pela coloração de um grande número de frutas e vegetais, que variam do amarelo ao roxo. Contam-se mais de 600 carotenoides diferentes, mas o betacaroteno (laranja), a luteína (amarelo-lima) e o licopeno (vermelho) representam cerca de 80{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} de todos os carotenoides.

 

 

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Síndrome Piriforme – Causas e Tratamento

O Síndrome Piriforme é uma patologia neuromuscular responsável por cerca de 6{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} dos casos de ciatalgia (ciática) e uma causa de dor na região lombar que pode percorrer com dor e parestesias ao longo do trajecto do nervo ciático. Apesar de se apresentar como uma das principais causas das dores lombares e isquiáticas, esta patologia é frequentemente subdiagnosticada ou seu diagnostico correcto é demorado devido a  sintomas clínicos, por vezes não específicos, e ausência de testes diagnósticos próprios.

O 1º caso conhecido remonta a 1928. No entanto, o termo síndrome piriforme só foi introduzido em 1947 para definir os casos em que, não havendo evidência de hérnia discal, a dor ciática era provocada por alterações ao nível do músculo piriforme.

Estima-se que o Síndrome Piriforme seja responsável por 0,5{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} a 6{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} dos casos de dor ciática. É mais frequente na terceira e quarta década de vida, atingindo maioritariamente mulheres (rácio 6:1), devido à biomecânica pélvica.

A etiologia mais frequente é o trauma. No entanto, há outras causas como a assimetria dos membros inferiores, lesões, variações anatómicas congénitas, uso em demasia, hipertonicidade e hipertrofia do músculo piriforme.

O nervo ciático é formado por raízes com origem no plexo lombo-sagrado (L4, L5, S1, S2 e S3). Este cruza o músculo piriforme após emergir da grande chanfradura ciática. Esta relação anatómica está na origem da ciatalgia provocada pelo síndrome piriforme. Uma vez que as linhas de orientação europeias definem lombalgia como dor localizada entre o final da grelha costal e a prega glútea, o síndrome piriforme deve ser um diagnóstico a considerar. É importante ter presente que a dor ciática não é uma doença, mas sim um sintoma, resultado de algum problema subjacente. Assim, em pacientes com dor ciática, sem evidência de hérnia discal vertebral, devem ser procuradas outras causas

 

A semiologia mais comum do síndrome piriforme é a dor no glúteo acompanhada de ciatalgia, que é despoletada pela posição sentada, pela palpação do grande foramen ciático e por manobras que aumentem a tensão do músculo piriforme. Menos habituais são a dispareunia, Lasègue positivo ou alterações neuromusculares (reflexos, sensibilidade ou motricidade). Várias manobras foram propostas para o diagnóstico clínico, baseadas na contracção activa ou distenção passiva do músculo, que são consideradas positivas quando provocam dor na nádega. Estudos atribuíram à positividade conjunta dos testes FAIR e Pace, uma sensibilidade 91{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} e uma especificidade de 80{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54}. Outros estudos propuseram uma pontuação clínica para facilitar o diagnóstico, com uma sensibilidade e especificidade estimadas, respectivamente, em 96{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} e 100{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54}.

 

CAUSAS

No entanto, as características da dor ciática nas pessoas que possuem este síndrome são caracterizadas por:

  • Dor em forma de pontada, facada, sensação de calor ou de formigueiro no glúteo ou atrás da coxa;
  • Pode haver dor na região lateral da perna e parte de cima do pé;
  • A dor piora ao ficar sentado e cruzar a perna;
  • A primeira crise pode surgir na gravidez, devido ao aumento da peso e tamanho da barriga;
  • É comum a pessoa claudicar (“mancar”) durante uma crise ciática;
  • Podem estar presentes sintomas como défice de força (fraqueza da perna) e sensação de parestesias (dormência) no glúteo ou coxa.

 

TRATAMENTO

O tratamento baseia-se em medidas conservadoras, como anti-inflamatório não esteroide (AINE), analgésicos, relaxantes musculares, e fisioterapia. Quando aplicadas simultaneamente, estas medidas mostraram ser capazes de eliminar/atenuar a ciatalgia.

Quando estas medidas não são eficazes, a próxima linha de tratamento será a injecção eco-guiada de anestésico, AINE ou toxina botulínica. Os tratamentos não cirúrgicos conseguem resolver cerca de 85{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} dos casos, ficando o tratamento cirúrgico reservado para os casos mais resistentes, geralmente com bons resultados.

Embora a anamnese e o exame físico se revelem bons prognósticos do diagnóstico, o síndrome piriforme apresenta várias semelhanças com outras patologias da coluna lombar e sagrada.

Esta patologia tem um impacto significativo na vida dos doentes, levando a absentismo laboral e a sofrimento, disfunções crónicas como atrofia muscular ou cronificação da dor, daí o interesse em diagnosticar e providenciar tratamento adequado em tempo útil.

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Doenças Reumáticas – Sintomas, Causas e Tratamento

São várias as patologias que se enquadram dentro da definição de doenças reumáticas, com localizações e características muito singulares, que afectam as estruturas musculares e articulares do corpo humano. Muito relacionadas com o envelhecimento, e, por isso, a frequência destas doenças degenerativas tem vindo a aumentar, dado o aumento de esperança de vida média da população.

 

  • Hoje em dia, são conhecidas mais de 150 tipos diferentes de patologias reumáticas.
  • A cada momento, segundo as estimativas, cerca de 2,7 milhões de portugueses sofre de algum tipo de reumatismo, o que equivale a 25,7{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} de toda a população.
  • As mulheres correspondendo a cerca de 60{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} do total dos casos, são as mais afectadas.
  • Calcula-se que cerca de 10{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} da população portuguesa sofre de uma doença reumática grave e incapacitante.

 

Apesar de estas doenças afectarem mais a população idosa, as crianças também podem ser atingidas. A Artrite Reumatóide, o Lúpus Eritematoso Sistémico ou a Espondilite Anquilosante, por exemplo, atingem a população mais jovem e em crescimento.

 

Segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, a ideia de “sofrer de reumatismo” não está correcta pois todas as doenças reumáticas têm uma anamnese e tratamento próprios.

 

Contudo, encontramos alguns elementos comuns às várias doenças reumáticas: são excruciantes (às vezes ao longo de toda a vida), restringem a capacidade funcional e são “invisíveis”, no sentido em que a dor, caso não exista uma deformação articular visível, não é normalmente compreendida por outros.

 

O que causa o Reumatismo?

 

Conforme as diversas patologias reumáticas, as causas podem ser distintas. Geralmente, as causas mais comuns são as formas degenerativas, em que o aparelho locomotor vai ficando sem as suas características originais, como nos casos das artroses e na osteoporose. Também as inflamatórias (como Artrite Reumatóide ou Espondilite Anquilosante), as infecciosas, as imunológicas (Lúpus Eritematoso Sistémico e a Esclerodermia por exemplo) e as metabólicas (Gota por exemplo), são causas que apontam para algum tipo de doença reumatóide.

Existe, além disso, também predisposição genética para várias formas de patologias reumáticas.

 

Quais os Sintomas do Reumatismo?

 

A queixa mais frequente é a dor. Esta dor poderá ser variada no que toca a intensidade, ritmo, localização em função do tipo de doença reumática, e essas características são importantes para a avaliação. Por norma, os sintomas de reumatismo mais comuns afectam as articulações do joelho, anca, cervical ou pés, e incluem:

  • Dor nas articulações;
  • Edema e calor das articulações;
  • Dificuldade para movimentar as articulações, especialmente ao acordar;
  • Dor nos músculos próximos da articulação;
  • Dificuldade para elevar os ombros até o cervical;
  • Dificuldade para esticar os braços sobre a cabeça;
  • Cansaço generalizado.

 

As queixas irão depender dos locais atingidos, já que que as doenças reumáticas podem também  afectar outros órgãos.

A doença reumática mais frequente é a Osteoartrose, que afecta tanto a cartilagem como o osso nas articulações, causando rigidez, dor e restrição de movimentos.

A artrose torna-se mais comum conforme a idade, e afecta cerca de 80{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} das pessoas com mais de 60 anos, embora somente 20{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} destas apresentem queixas.

 

 

Como se Diagnostica o Reumatismo?

 

Este diagnóstico pode ser difícil porque os sintomas das doenças reumáticas ocorrem em várias outras doenças.

O médico especialista, neste caso de reumatologista, precisa do historial clínico do paciente, e ao fazer a avaliação e irá requisitar uma série de testes e exames complementares de diagnóstico.

 

Tratamento para o Reumatismo?

 

As doenças reumáticas não têm cura, à excepção das formas infecciosas. No entanto, ser portador de uma doença reumática não quer dizer que vá ter sofrimento constante. Os tratamentos disponíveis actualmente permitem, na maioria dos casos, manter uma boa qualidade de vida.

Hoje-em-dia, existem vários medicamentos eficazes para o controlo ou mesmo para a cura de algumas destas patologias.

É importante salientar que, quanto mais precoce for o diagnóstico, maior será a probabilidade de controlar facilmente qualquer uma das doenças reumáticas.

Dentro dos tratamentos disponíveis inclui-se o repouso, o exercício terapêutico, uma dieta adequada, fisioterapia, hidroterapia, medicamentos, dispositivos de contenção e, em alguns casos, a cirurgia.

Os medicamentos prescritos podem ser analgésicos, anti-inflamatórios, corticóides, ou medicamentos biológicos, que actuam no controlo da evolução da doença.

 

Como prevenir o Reumatismo?

 

Ter uma doença reumática implica ter cuidado na protecção do aparelho locomotor, conservando a energia, protegendo as articulações afectadas, não as sobrecarregando, realizando exercícios que melhorem a mobilidade das articulações e, de um modo geral, mantendo-se activo(a).

Outros aspectos a considerar são a manutenção de uma alimentação equilibrada, o controlo do peso, a adopção de uma postura correcta, a escolha de sapatos e de um colchão adequados.

De acordo com as recomendações da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, a presença de dores, rigidez ou edema numa articulação, durante um período superior a quinze dias, implica a visita a um médico reumatologista. Desse modo, será possível um diagnóstico mais precoce, um tratamento mais eficaz e uma qualidade de vida menos limitada.

 

 

Fontes:

  • National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases
  • Sociedade Portuguesa de Reumatologia, 2013
  • Autocuidados na Saúde e na Doença – Guias para as Pessoas Idosas – Como Viver com Reumatismo, Direcção-Geral da Saúde, Lisboa 2001
  • Questions and answers on rheumatic diseases, EULAR, 2013

 

 

 

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O Exercício traz mais Felicidade do que o Dinheiro segundo Especialistas de Yale e Oxford

De acordo com um estudo recente por parte de investigadores das Universidades de Yale e Oxford, publicado no The Lancet, os investigadores reuniram dados sobre o comportamento físico e o humor mental de mais de 1,2 milhões de americanos.

Os participantes foram convidados a responder à seguinte pergunta: “Quantas vezes se sentiu mal, a nível mental, nos últimos 30 dias, por exemplo, devido a stress, depressão ou problemas emocionais?”

Os participantes também foram questionados sobre a sua renda e actividades físicas. Conseguiram escolher entre 75 tipos de actividade física – desde cortar relva, cuidar de crianças e fazer tarefas domésticas até levantamento de peso, andar de bicicleta e correr.

 

As pessoas que permanecem activas têm tendência a ser mais felizes

Os investigadores descobriram que, enquanto aqueles que se exercitavam regularmente tinham tendência a se sentir mal por 35 dias por ano, os participantes não activos sentiam-se mal por mais 18 dias, em média.

Além disso, os investigadores descobriram que pessoas fisicamente activas se sentem tão bem quanto aquelas que não praticam desporto, mas que ganham cerca de US $ 25.000 (22.595€) a mais por ano. Essencialmente, teria que ganhar muito mais para obter o mesmo efeito de felicidade que o desporto tem.

 

Muito exercício pode ser prejudicial à sua saúde mental

O exercício é claramente bom para a sua saúde, mas quanto é em demasia?

“A relação entre duração do desporto e carga mental é em forma de U”, disse o autor do estudo Adam Chekroud, da Universidade de Yale, em entrevista ao Die Welt. O estudo constatou que a actividade física contribui para um melhor bem-estar mental apenas quando está dentro de um determinado período de tempo.

Segundo o estudo, três a cinco sessões de treino, cada uma com duração de 30 a 60 minutos, são ideais por semana. A saúde mental dos participantes que se exercitaram por mais de três horas por dia sofreu mais do que a daqueles que não eram particularmente activos fisicamente.

Os investigadores também notaram que certos desportos que envolvem socialização – como desportos em equipa – podem ter um efeito mais positivo sobre a saúde mental do que outros.

Apesar do facto de que nem o ciclismo, nem a aeróbica e o condicionamento físico contam tecnicamente como desportos colectivos, essas actividades também podem ter um efeito positivo considerável na sua saúde mental.

Artigo retirado de The Business Insider.

 

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1º Gondo Marcial – Congresso Internacional de Artes Marciais de Gondomar

No prolongamento da parceria com a Associação Portuguesa de Taekwondo e Hapkido do Douro Litoral, é com muito gosto que iremos estar presentes no primeiro congresso internacional de Artes Marciais de Gondomar!! 
 
Um evento que irá trazer muitos dos nomes mais reconhecidos do panorama internacional das artes marciais. 
 
Apareça, traga os seus amigos e venha conhecer e aprender com os melhores mestres de artes marciais do mundo!
 
Fica o convite! 😉

 

 

 

Rui Sousa – Gerês Extreme Marathon

Já ouviu falar da Gerês Extreme Marathon®?

É a mais dura maratona de estrada do mundo e é realizada no Gerês. Esta maratona é organizada pela Carlos Sá Nature Events® com o apoio da Câmara Municipal de Terras de Bouro.  No sábado, dia 30 de Novembro de 2019, decorreu a 3ª edição da Extreme Mile, prova que tem uma inclinação média de 35{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} e 525 m D+ em apenas 1 milha. No domingo, dia 1 de Dezembro de 2019, decorreram provas com distâncias aproximadas de 42 km, 32 km, 21 km e 14 km.

É com imenso agrado que vemos um dos nossos atletas, Rui Sousa, completar esta difícil prova, dado a sua subida de 1350 metros de acumulado, num fantástico tempo de 3h50min!!

A Clínica FisioQI esteve presente ao longo da evolução do Rui, na sua reabilitação e preparação para atingir os melhores resultados, mas foi a sua força de vontade e dedicação que o fez chegar a este patamar!

Agradecemos a confiança depositada em nós e apoiamos este enorme sucesso, com votos de vermos o Rui Sousa sempre a superar-se em novos e mais ousados desafios.

Muitos parabéns ao Rui por mais uma conquista!! 🙂

“Assim como os pássaros, precisamos de aprender a superar os desafios que nos são apresentados, para alcançarmos voos mais altos.” – Dirk Wolter

 

 

 

14 de Novembro – Dia Mundial da Diabetes

Diabetes Mellitus, ou simplesmente Diabetes, é um grupo de doenças metabólicas onde se verificam níveis altos de glicose no sangue durante um longo período.Os sintomas desta patologia incluem polaquiúria (necessidade frequente de urinar), aumento da sede (polidipsia) e da fome (polifagia). Quando não é tratada, a diabetes pode causar uma série de complicações. Entre as complicações agudas estão a cetoacidose (caracterizada por hiperglicemia, hipercetonemia e acidose metabólica), coma hiperosmolar hiperglicémico (sintomas incluem incluem desidratação extrema e confusão) ou morte. Entre as complicações a longo prazo estão doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, doença renal crónica, úlceras no pé e retinopatia diabética.

A diabetes é o resultado quer da produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, quer da resposta inadequada das células do corpo à insulina produzida. Existem três tipos principais de diabetes:

 

  • Diabetes Mellitus Tipo 1 resulta da produção de quantidade insuficiente de insulina pelo pâncreas. Este tipo era anteriormente denominado “diabetes insulino-dependente”. 

 

  • A Diabetes Mellitus Tipo 2 tem origem na resistência à insulina, uma condição em que as células do corpo não respondem à insulina de forma adequada. À medida que a doença avança, pode também desenvolver-se insuficiência na produção de insulina. Este tipo era anteriormente denominado “diabetes não insulino-dependente”.

 

  • A Diabetes Gestacional é a condição em que uma mulher sem diabetes apresenta níveis elevados de glicose no sangue durante a gravidez.

 

Como diagnosticar a Diabetes?

Um dos principais problemas no diagnóstico da Diabetes está no facto dos sintomas passarem muitas vezes despercebidos, levando a um diagnóstico tardio. Para diagnosticar a Diabetes é necessária uma análise dos sintomas e dos factores de risco. Geralmente é utilizado apenas um parâmetro para fazer o diagnóstico da Diabetes. Se forem utilizados dois, deverão ser concordantes e, caso não sejam, dever-se-á repetir a análise. Se não existirem sintomas é natural que o médico peça uma segunda análise duas semanas após a primeira.

 

Como prevenir a Diabetes?

Embora a Diabetes não tenha cura, um bom controlo da glicemia pode prolongar a vida e evitar complicações nos diabéticos. A prevenção da Diabetes envolve três pontos importantes para o controlo da doença e essencialmente das suas complicações:

 

1 – Conhecer a Diabetes

É essencial que o diabético conheça bem o seu tipo de Diabetes, pois só dessa forma poderá cumprir e melhorar o tratamento. A maneira como lida com a sua patologia será o principal factor de sucesso no tratamento.

2 – Controlo da Glicemia

Controlar os níveis de glicemia é objectivo principal no tratamento da Diabetes. Se estes forem mantidos dentro de valores normais, a probabilidade de sofrer de complicações da Diabetes é muito menor.

3 – Alimentação Saudável

AS duas prioridades do diabético tipo 2 são melhorar os hábitos alimentares e perder peso. Sendo estes dois dos factores de risco que mais contribuem para a evolução da patologia e para a origem de complicações, são também os factores mais relevantes a controlar. A medicação não será eficaz se estes hábitos não forem melhorados.

 

 

Tanto a prevenção como o tratamento da diabetes consistem em manter uma dieta saudável, praticar regularmente exercício físico, manter um peso normal e abster-se de fumar. Em pessoas com a patologia, é importante fazer o controlo da pressão arterial e manter a higiene dos pés. A diabetes do tipo 1 deve ser tratada com injecções regulares de insulina. A diabetes do tipo 2 pode ser tratada com medicamentos por via oral como metformina e glibenclamida, com ou sem insulina. Tanto a insulina como alguns medicamentos por via oral podem causar baixos níveis de glicose no sangue.Em pessoas obesas com diabetes do tipo 2, a cirurgia de redução do estômago pode ser uma medida eficaz. A diabetes gestacional geralmente resolve-se por si própria após o nascimento do bebé. No entanto, se não for tratada durante a gravidez pode ser a causa de várias complicações para a mãe e para o bebé no futuro.

Calcula-se que em 2015 cerca de 415 milhões de pessoas em todo o mundo tivessem diabetes. Cerca de 90{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} destes casos eram diabetes do tipo 2, o que corresponde a 8,3{72e4f7415b7ba988792c2de4860ba184d75f24f1e287fb5e386f93b7a6b6ba54} da população adulta. A doença afecta em igual proporção homens e mulheres. Em 2014, a tendência sugeria que estes números continuariam a aumentar. A diabetes aumenta pelo menos duas vezes o risco de morte prematura. Entre 2012 e 2015, a diabetes foi a causa de entre 1,5 e 5 milhões de mortes anuais.

Aqui na FisioQI, para o tratamento da Diabetes, aliciamos a pratica de exercício físico, uma alimentação equilibrada (recomendada por um nutricionista) e também tratamentos de acupuntura para obter resultados mais eficazes e duradouros.

 

 

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Podologia no Inverno – Cuidados a Ter

Assim como no Verão existem cuidados a ter com os pés, porque o uso de botas e sapatos fechados, no Inverno, poderá originar micoses, joanetes, unhas encravadas e calos. Prevenir estes problemas não é tão difícil quanto parece e os benefícios trazem conforto e boa aparência, assim como, a certeza de uma conduta saudável para os pés.

Com a utilização de sapatos fechados, a transpiração dos pés torna-se mais activa no Inverno, originando um ambiente sem ventilação e com humidade proveniente da transpiração, e isto aliado à temperatura e a falta de claridade, facilita a reprodução de fungos, causando odores indesejados e/ou onicomicoses. O ideal é fazer uma assepsia (limpeza) com um podologista e usar cremes específicos. Em casos extremos, quando há necessidade de extracção total ou parcial da unha, pode-se fazer uma reconstituição

Um problema muito comum no Inverno, é a unha encravada, causada pelo corte inadequado das mesmas. Nestes casos o uso de ortóteses auxiliam na correcção da curvatura da unha e auxiliam no seu crescimento correcto.

Os calos também tendem a incomodar mais. Duros, sensíveis ao toque e arredondados, desenvolvem-se nas saliências ósseas da parte de cima dos dedos, dando ao pé um aspecto descuidado. Uma dica importante é o uso de sapatos confortáveis e a variação no uso diário com mais de um par.

 

Dicas para manter os pés saudáveis:

• Lave e seque muito bem os pés, principalmente entre os dedos, depois do banho;

• Evite o uso de sapatos apertados;

• Utilize meias de algodão;

• Não corte calos ou calosidades. Consulte um podologista que execute o corte de suas unhas, pois não podem ser aparadas muito rente;

• Use hidratante próprio para os pés diariamente, massajando as áreas com maior calosidade;

• Se a pele estiver muito seca, utilize hidratante e coloque meias para dormir;

• Deixe a unha sem esmalte, pelo menos uma vez por semana, para evitar o ataque dos fungos;

• Caso esteja com algum problema nos pés, consulte um podologista, a pessoa mais indicada para o/a tratar.

 

 

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