Medicina Chinesa

A Medicina Chinesa, através dos dados históricos, existe há cerca de 2500anos. O primeiro livro a ser escrito foi o Cânone Interno do Imperador Amarelo (Huang Di Nei Jing) e é (e continua a ser) o ponto de partida e inspiração de toda a descoberta e investigação até aos dias de hoje.
Apesar de ao longo das diferentes dinastias existirem diferentes teorias, existiu sempre o concenso de que o Qi (traduzido como energia para os chineses) existe como constituinte do universo. O Qi é uma categoria fundamental de substância, móvel e extremamente refinada e diminuta, sendo constituinte fundamental de tudo e ao mesmo tempo a origem do universo e do mundo.
É o que designa a existência objectiva de tudo o que ocupa espaço, mas também se pode movimentar, é a origem de tudo. Nesta teoria não existe vazio, é uma qualidade diminuta de Qi. Tirando o ar de uma sala, fica Qi. Na china antiga, o Qi é o princípio e a raiz do mundo, desde o Qi das nuvens e da água, até às partículas sub-atómicas. Tudo sem excepção contém-se no Qi: extremamente grande, sem exterior, extremamente pequeno sem interio. Esta era uma linguagem usada nos tempos antigos, tempos onde não existiam termos como célula, ATP, hormona, etc.

E assim sendo, no que se traduz esse Qi nos tempos actuais?

O fogo inato, ming men, chega também à mitocôndria para permitir a divisão mitocondrial para se desenvolver energia. Esta energia é armazenada sob forma de ATP e permite a funcionalidade da célula e permitir a forma de assimilação.
O sistema renal também liberta o calcitriol que é uma forma activa da Vit.D e que permite a omeostase do cálcio. Também liberta a eritropoetina e permite a estimulação de produção de glóbulos vermelhos.
Regularização de glicémia porque permite aproveitamento da neoglucogenese o que permite a libertação de glucose no sangue.
O rim permite também libertação de substâncias: ácido úrico, substâncias medicamentosas, drogas, toxinas do meio ambiente.
Assim sendo verifica-se que, através destes pequenos exemplos, a barreira é apenas linguística, pois no que diz respeito à fisiologia...é sempre a mesma.

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